Bem-vindo!

Blog Damásio

Compartilhar

Legal design: o que é e como usar design na advocacia

A imagem contém uma advogada contente por aplicar o Legal Design em sua rotina de trabalho.

As rápidas transformações sociais, resultantes da expansão das tecnologias e dos avanços técnicos, exigiram novas conformações conceituais em vários segmentos, incluindo no ramo jurídico. Nesse contexto, surge o Legal Design, uma perspectiva inovadora de mindset, para tornar os conceitos do Direito mais atrativos e visuais ao público.

Atualmente, essa inovação jurídica está em constante ampliação, sendo aplicada em vários escritórios, por profissionais autônomos e organizações advocatícias que desejam adequar o seu conteúdo para múltiplas audiências.

No artigo de hoje, conheça mais sobre o Legal Design, as etapas para colocá-lo em prática e outras curiosidades sobre o conceito. Acompanhe a leitura!

O que é Legal Design?

O Legal Design consiste em uma transformação de mentalidade no âmbito jurídico. O conceito é relativamente novo no mercado, sendo parte de uma proposta de inovação jurídica de mindset a partir de 2010, tendo como principal precursora Margaret Haga, do Legal Design Lab da Universidade de Stanford.

Em resumo, o Legal Design tem a intenção de tornar os aspectos do Direito mais atrativos para a audiência, com o uso de elementos do design, como as cores, imagens, ícones, infográficos, entre outros recursos.

O Legal Design também utiliza de componentes da tecnologia jurídica, para diminuir e desburocratizar processos, pensando o Direito de uma forma criativa e adequando conteúdos para que sejam lidos, compreendidos e compartilhados com o mínimo de ruído possível.

É importante ressaltar que o Legal Design é manifestado por meio do Visual Law. Ou seja, o primeiro conceito dedica-se à mudança da forma de pensar para uma maneira mais atrativa, já o segundo é a manifestação desse mindset de forma materializada.

Quais os tipos de Legal Design?

O Legal Design é uma intersecção entre três grandes áreas: o Design, a Tecnologia e o Direito. Dessa forma, é possível transformar iniciativas tradicionais em ações inovadoras, que atendem às demandas do público contemporâneo.

Inspirado no Design Thinking, o Legal Design tem duas principais ramificações: o Visual Law, que como vimos, é a materialidade do pensamento de inovação jurídica e, em segundo lugar, as metodologias ágeis.

As metodologias ágeis surgem com o desenvolvimento de softwares, que foram extremamente importantes para a tecnologia jurídica, bem como em outras áreas. Com isso, a produtividade aumenta, visto que as ferramentas tecnológicas são capazes de agilizar os percursos e desburocratizar vários processos.

Para conceber a metodologia ágil como parte do Legal Design, é necessário trabalhar com quatro grandes valores:

  • Os indivíduos e a interação com as inovações;
  • A aplicação do software e testes de funcionamento;
  • A colaboração e a participação ativa dos clientes;
  • O foco em respostas rápidas e mudanças.

Vale destacar que o Legal Design não desconsidera as etapas tradicionais e a importância delas para o âmbito do Direito (incluindo a documentação, elaboração de contratos, etc.). No entanto, com a incorporação desses valores, é possível melhorar continuamente os trabalhos jurídicos.

A imagem contém um advogado aplicando o Legal Design em seu dia a dia.
O Legal Design é uma nova forma de pensar o Direito!

Quais são as etapas para colocar o Legal Design em prática?

Para colocar o Legal Design em prática, é necessário seguir algumas etapas gerais, que se complementam no desenvolvimento e na transformação do pensamento. São elas:

1 – Descoberta

É o primeiro passo do Legal Design. Aqui, o objetivo é tentar resolver o problema principal, a partir de hipóteses criadas por toda a equipe, de maneira ampla.

2 – Interpretação

Depois de um brainstorm de possibilidades, a segunda fase é uma espécie de síntese da primeira. Portanto, é o momento de separar as melhores respostas para o problema e resumi-las em uma única frase. 

3 – Ideação

É uma etapa dedicada à criatividade. Agora, além de pensar na resolução, é preciso refletir em como aplicar e resolver o problema. A equipe deve, portanto, estar aberta a novas ideias, não se prendendo a padrões e atitudes tradicionais que costumam não funcionar.

4 – Experimentação

Após a ideação, a proposta do Legal Design é elaborar um protótipo. Ou seja, pensar em um teste para colocar a resolução em prática. A ideia não é o produto finalizado, mas sim, apenas um modelo, para verificar os possíveis erros e ajustes necessários.

5 – Evolução

A última etapa é uma fase contínua, que irá se estender diariamente nos processos. Assim, tendo feedbacks e percepções sobre o funcionamento daquela resolução, a equipe pode evoluir cada vez mais e aprimorar o trabalho jurídico.

Como aplicar o Legal Design?

O Legal Design pode ser aplicado de várias maneiras nos trabalhos jurídicos. Afinal, qualquer ferramenta ou inovação jurídica capaz de simplificar processos pode ser vista como uma aplicação dessa abordagem.

Como exemplo, temos a mudança nas estruturas e padrões de elaboração de contratos. Hoje em dia, a tecnologia jurídica evoluiu muito, para que os advogados e clientes possam produzir um documento mais alinhado com as normas legais, de uma maneira mais fácil e simples, inclusive com possibilidade de validação digital.

Além disso, o uso do Legal Design está se expandindo nos processos internos de escritórios de advocacia, como a incorporação de softwares jurídicos que otimizam a gestão e a organização do ambiente de trabalho.

Contudo, para que o Legal Design tenha eficácia, toda a equipe deve se envolver com essa mudança de pensamento, gerando uma transformação de comportamento e na própria aceitação da tecnologia jurídica como parte importante das rotinas advocatícias.

Após saber mais sobre Legal Design, o que você acha de compartilhar este conteúdo em suas redes sociais?

Gostaria de saber mais sobre nossos cursos?

Li e concordo com a política de privacidade, bem como com o tratamento dos meus dados para a finalidade prevista neste formulário. Ao continuar, você aceita que a DAMÁSIO e demais instituições de ensino do mesmo Grupo Econômico entrem em contato.