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Concurso PRF: diretor afirma que precisa de novos servidores

O próximo concurso PRF (Polícia Rodoviária Federal) ainda depende da autorização por parte do Ministério da Economia. Na última terça-feira (04), o diretor-geral da corporação, Adriano Furtado, afirmou em entrevista ao programa Brasil em Pauta, que o quadro de pessoal necessita, o quanto antes de novos servidores.

“Dizer que o efetivo é suficiente eu não posso dizer. Nós precisamos aprimorar o efetivo, sim. O quadro é insuficiente e a realização de concursos é uma busca que o órgão tem feito”, declarou.

Adriano Furtado ainda comentou, no final do ano passado, que pretende ter o quadro completo de servidores preenchido até 2022. “O objetivo, a meta e todo o empenho nosso vai ser para chegar ao final de 2022 com o quadro de servidores legais completo”, disse.

Vale lembra, em julho, o presidente Jair Bolsonaro disse que o órgão poderá ser uma exceção dentro da política de contenção de contratação de servidores anunciada recentemente pelo ministro da economia Paulo Guedes. “Paulo Guedes determinou que poucas áreas terão concurso, porque não tem como pagar mais. O problema é esse. A gente até gostaria, em uma área ou outra. Abri uma exceção para a Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal”, disse o presidente.

Desde antes da autorização do último concurso PRF (Polícia Rodoviária Federal) já estava confirmado que o total de 500 vagas seria insuficiente para suprir as necessidades do órgão, que atualmente é de aproximadamente 3 mil profissionais, em decorrência de mais de 2 mil aposentadorias ocorridas em 2018. 

O pedido que tramita no Ministério da Economia visa preencher nada menos do que 4.435 vagas, sendo 4.360 destinadas para o cargo de policial rodoviário federal, que pede nível superior para ingresso, e 75 para a carreira de agente administrativo, para quem possui ensino médio. 

De acordo com o presidente da Federação Nacional dos Policiais Rodoviários Federais (FenaPRF), Deolindo Carniel, a instituição conta com uma promessa do governo de promover novos certames para a instituição anualmente até 2022, com oferta de mil vagas cada. Caso isto se concretize, o total solicitado pode ser dividido por vários editais. De acordo com o sindicalista, o objetivo é contar com 13.098 policiais rodoviários até o final do governo Jair Bolsonaro.  

Vale ressaltar que, recentes declarações do Ministro Paulo Guedes têm ido contra a liberação de novos concursos públicos. No entanto, a segurança pública e o policiamento federal tem sido o foco do atual governo federal, sempre defendido pelo atual presidente Bolsonaro.

Os interessados em ingressar na carreira de policial rodoviário federal devem possuir curso de nível superior em qualquer área de formação, além de carteira de habilitação a partir da categoria “B”.  A remuneração inicial do cargo é de R$ 10.357,88, já considerando o auxílio-alimentação de R$ 458,00.  No caso do cargo de agente administrativo, o inicial é de R$ 4.022,77, já incluindo o auxílio-alimentação, também com 40 horas semanais.

Mesmo com o último concurso PRF realizado recentemente, uma nova seleção para este ano já estava sendo cogitada, tendo em vista que o total oferecido no certame não supre as necessidades do órgão.  Em janeiro de 2019, Furtado confirmou a possibilidade de outra seleção, em visita à sede da FenaPRF (Federação Nacional dos Policiais Federais Rodoviários). A reunião também contou com o diretor executivo do órgão, José Lopes, e o presidente da federação, Deolindo Paulo Carniel.

Na ocasião, o sindicalista solicitou que o diretor-geral fizesse gestão junto ao governo para a realização de novos concursos, no sentido de suprir as vagas existentes em lei. De acordo com ele, a corporação ainda conta com uma defasagem de aproximadamente 3 mil servidores, podendo chegar a 5 mil em 2022. Neste sentido, o novo pedido encaminhado pelo órgão já tem por finalidade suprir as necessidades que forem surgindo dentro deste período.

Último concurso PRF

O último edital do concurso PRF para policial rodoviário federal, realizado em 2018, contou com uma oferta de 500 vagas, sendo organizado pelo Cespe/UNB, atual Cebraspe. A seleção contou com provas objetivas, dissertativas, exames de capacidade física, exames de saúde, avaliação psicológica análise de títulos, investigação social e curso de formação.

A parte objetiva contou com 120 itens, versando sobre língua portuguesa, raciocínio lógico-matemático, informática, noções de física, ética no serviço público, geopolítica brasileira, legislação de trânsito, noções de direito administrativo, noções de direito constitucional, noções de direito penal e processual penal, legislação especial e direitos humanos e cidadania.

No caso de agente administrativo, o último concurso PRF foi em 2014, sendo organizado pela Funcab. A prova objetiva contou com 60 questões, sendo 12 de língua portuguesa (com peso dois), 6 de ética e conduta pública (1), 6 de raciocínio lógico (1), 6 de noções de direito constitucional (1,5), 6 de direito administrativo (1,5), 6 de noções de administração (1,5), 6 de noções de arquivologia (1,5), 6 de noções de informática (1,5) e 6 de legislação relativa à PRF (1,5). O concurso também contou com perícia médica e investigação social.

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